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Comprar um teclado mecânico ficou bem mais acessível nos últimos anos. O problema agora é outro: existem tantas opções, formatos e tipos de switch que escolher um modelo pode ser mais complicado do que parece.
Nesta lista, reuni teclados para perfis diferentes. Tem opção barata para começar, modelos ABNT2, teclados compactos para ganhar espaço na mesa e alternativas mais completas para quem quer hot-swap, conexão sem fio ou uma construção mais refinada.
A ideia não é dizer que o número 1 é obrigatoriamente melhor que o número 10. Cada modelo faz mais sentido para um tipo de uso.
Antes de comprar: confira o layout
Esse detalhe é mais importante do que parece.
No Brasil, muita gente prefere o ABNT2, que possui tecla Ç e uma disposição mais familiar para acentos.
Já vários teclados importados usam layout ANSI/US. Eles funcionam normalmente em português, mas a posição de alguns símbolos muda e não existe uma tecla Ç dedicada.
Também confira a versão exata do anúncio. Um mesmo teclado pode aparecer com switches, layout e até tipo de conexão diferentes.
1. TGT Sherman V3 — para quem quer teclado completo
Nem todo mundo quer abrir mão do teclado numérico para economizar espaço na mesa.
O TGT Sherman V3 é uma alternativa para quem prefere um teclado mecânico em formato tradicional, com layout ABNT2 e conexão USB.
Ele faz mais sentido para quem também usa o computador para estudar, trabalhar com planilhas ou digitar bastante e prefere manter todas as teclas no lugar habitual.
É uma opção simples, mas interessante para quem está saindo de um teclado de membrana e quer experimentar um mecânico sem partir diretamente para formatos compactos.
2. Mancer Ghoul MK3 — compacto e ABNT2
O Ghoul MK3 é interessante para quem quer reduzir o espaço ocupado na mesa sem abrir mão do layout brasileiro.
Ele utiliza formato TKL, eliminando o teclado numérico lateral, mas preservando as teclas direcionais e várias funções que desaparecem em modelos ainda menores.
Também possui hot-swap e versões com switches Huano Red.
Para quem joga bastante e quer mais espaço para movimentar o mouse, o formato TKL costuma ser um bom meio-termo.
3. Mancer Black Ghost V2 — compacto para setups menores
Outra alternativa de entrada da Mancer é o Black Ghost V2.
Ele segue uma proposta compacta, possui layout ABNT2, switches Huano Red hot-swap e conexão USB.
É interessante principalmente para quem quer economizar espaço na mesa e prefere switches lineares, normalmente mais suaves e sem aquele clique característico dos switches azuis.
Entre os modelos de entrada, vale comparar o Black Ghost com o Ghoul e escolher principalmente pelo formato, construção e oferta disponível no momento.
4. Machenike K500-B61 — 60% para quem quer bastante espaço na mesa
O Machenike K500-B61 entra em uma categoria ainda mais compacta.
A versão brasileira possui layout ABNT2, cerca de 60% do tamanho de um teclado tradicional e suporte a hot-swap.
Nesse formato, várias teclas físicas são removidas e algumas funções passam a ser acessadas usando combinações com a tecla Fn.
Isso exige um pequeno período de adaptação, mas libera bastante espaço para o mouse.
É uma opção que faz mais sentido para quem joga ou realmente gosta de setups compactos.
5. Machenike K500-B68 — compacto sem cortar tanto
O K500-B68 tenta encontrar um meio-termo entre um teclado 60% e modelos maiores.
Ele possui 68 teclas, mantém as setas direcionais dedicadas e oferece hot-swap.
A versão escolhida nesta lista utiliza layout Português Brasil. Mesmo assim, vale conferir a descrição antes da compra, porque o K500-B68 aparece no mercado em diferentes versões e layouts.
Para quem aceita o padrão americano, o formato de 68 teclas costuma ser bastante prático porque economiza espaço sem remover tantas funções.
6. Redragon Fizz K617 — 60% ABNT2 de marca conhecida
O Redragon Fizz é uma das opções compactas mais conhecidas dessa lista.
Ele usa formato 60%, possui layout ABNT2, iluminação RGB, cabo USB-C removível e sistema hot-swap.
O cabo removível é uma vantagem para transporte e também facilita a substituição caso seja danificado.
Assim como no Machenike B61, é importante lembrar que um teclado 60% exige combinações para acessar algumas funções.
Se isso não for problema, o Fizz é uma opção interessante para quem quer um setup pequeno e prefere uma marca bastante presente no mercado brasileiro.
7. Redragon Kumara K552 — para quem prefere TKL
Nem todo mundo se adapta aos teclados 60%.
Para essas pessoas, o Redragon Kumara continua sendo uma alternativa interessante.
O formato TKL remove basicamente o teclado numérico lateral, mantendo setas, teclas de função e uma disposição mais próxima de um teclado tradicional.
Existem diferentes versões do Kumara, inclusive modelos ABNT2, RGB e com switches distintos. Por isso, confira exatamente qual versão está sendo vendida no anúncio.
Eu escolheria esse formato principalmente para estudar, trabalhar e jogar no mesmo computador sem precisar se adaptar demais a combinações de teclas.
8. Ajazz AK820 — 75% com construção mais refinada
O Ajazz AK820 já começa a entrar em uma categoria diferente dos modelos de entrada.
Ele usa layout 75%, mantendo teclas direcionais e a fileira de funções em um corpo compacto.
Também possui estrutura gasket, hot-swap, keycaps PBT, iluminação RGB e conexão USB-C.
O formato 75% é um dos meus preferidos para quem quer economizar espaço sem abrir mão de muitas teclas.
O ponto de atenção novamente é o layout: as versões mais comuns do AK820 utilizam ANSI. Então ele faz mais sentido para quem aceita usar o padrão americano.
9. Royal Kludge R65 — compacto para quem quer personalização
O Royal Kludge R65 utiliza formato 65%, mantendo as setas direcionais em um corpo bastante compacto.
Existem versões com fio e também versões wireless, então confira exatamente o anúncio antes de comprar.
A linha oferece recursos como hot-swap, construção gasket e suporte a QMK/VIA em versões compatíveis, o que interessa principalmente a quem gosta de personalizar funções e atalhos do teclado.
Ele custa mais que as opções de entrada desta lista, mas já entrega características normalmente procuradas por quem começa a se interessar mais por teclados mecânicos.
10. AULA F75 — para quem quer algo mais completo
Para fechar a lista, o AULA F75 é uma das opções mais completas.
Seu layout 75% consegue manter várias teclas úteis sem ocupar tanto espaço quanto um teclado tradicional.
Há versões com conexão Bluetooth, 2.4 GHz e USB-C, além de estrutura gasket e switches hot-swappable.
Isso torna o F75 interessante para quem quer alternar entre computador, notebook e outros dispositivos ou simplesmente deseja um teclado mecânico mais completo para usar durante vários anos.
Ele já fica acima das opções realmente baratas da lista, mas pode valer a diferença para quem procura recursos extras e uma experiência mais refinada.
60%, 65%, 75% ou TKL: qual tamanho escolher?
Se você nunca usou teclado compacto, essa decisão merece atenção.
60%: ocupa pouquíssimo espaço, mas remove teclas dedicadas e exige mais combinações com Fn.
65%: continua compacto, mas normalmente mantém as setas.
75%: preserva setas e fileira de funções em um corpo menor.
TKL: remove apenas o teclado numérico e mantém uma experiência bem próxima da tradicional.
Para a maioria das pessoas que também usa o computador para estudar ou trabalhar, eu acho 75% ou TKL mais fáceis de recomendar.
O 60% faz mais sentido para quem realmente quer liberar espaço para o mouse ou gosta de setups minimalistas.
E qual switch escolher?
Os nomes variam entre fabricantes, mas normalmente você encontrará três perfis principais.
Red/linear: acionamento suave e sem clique tátil forte. É muito popular para jogos.
Brown/tátil: possui uma pequena sensação de resposta durante o acionamento, sem o clique alto dos switches azuis.
Blue/clicky: possui resposta tátil e clique audível. Algumas pessoas adoram para digitar; outras acham barulhento demais.
Não existe um switch universalmente melhor.
Se você nunca usou teclado mecânico, os switches lineares costumam ser uma opção segura para começar, especialmente em um computador usado também para jogos.
Qual desses teclados eu escolheria?
Se o objetivo fosse gastar o mínimo possível, eu começaria comparando Mancer Shade MK3, Ghoul MK3 e Black Ghost V2.
Para um teclado 60% em ABNT2, eu olharia principalmente Machenike K500-B61 e Redragon Fizz K617.
Se eu quisesse algo fácil de usar tanto para trabalho quanto para jogos, preferiria um formato TKL ou 75%, como Redragon Kumara ou Ajazz AK820.
Já para quem quer mais recursos e pretende entrar um pouco mais no mundo dos teclados mecânicos, Royal Kludge R65 e AULA F75 são opções mais completas.
Antes de fechar a compra, confira principalmente quatro coisas no anúncio:
- layout ABNT2 ou ANSI;
- tipo de switch;
- conexão com fio ou sem fio;
- se a versão realmente possui hot-swap.
Esses detalhes mudam bastante entre versões do mesmo teclado e fazem mais diferença no uso diário do que simplesmente escolher pelo RGB ou pelo nome da marca.